Efeitos secundários

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A produção de energia eólica, tal como as demais formas de produção de energia, tem efeitos menos desejáveis no ambiente, como é o caso do impacte na paisagem.
A exploração dos recursos da Terra, a exemplo dos fármacos, ingeridos para um bem, provoca sempre efeitos secundários, porque é muito difícil o melhor de dois mundos.

Apesar de tudo, sou um adepto das energias renováveis, desde que aproveitadas com responsabilidade pela nossa casa, a Terra.

Parque Eólico da Serra do Topo - Ilha de São Jorge

Tones in Grayscale

domingo, 8 de novembro de 2009

Tones in Grayscale, upload feito originalmente por DjSousa.

Das diferentes tonalidades das formações rochosas e do contraste na luz tímida que se esconde entre as nuvens nasce uma composição harmoniosa.

Vanessa cardui

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Bela dama - Vanessa cardui, upload feito originalmente por DjSousa.
"O tom rosáceo nas asas dos adultos depende das condições de humidade e temperatura observadas durante a ninfose ou pupação. De facto, o adulto é rosado no lado superior e mais escuro no lado inferior das asas quando as chuvas são frequentes.

V. cardui tem semelhança com V. virginiensis, sobretudo quanto à coloração e ao tamanho. No entanto, ambas se separam facilmente pelo número e tamanho dos ocelos presentes no lado inferior das asas posteriores, uma vez que V. virginiensis apenas tem dois ocelos grandes
(...)."

in Borboletas dos Açores, de Virgílio Vieira

A sua distribuição está mencionada em quase todo o arquipélago dos Açores, relativamente nas ilhas Terceira, Santa Maria, S. Miguel, Pico, Faial, Graciosa e Flores. Espécie migrante indígena nos Açores. Cosmopolita, com excepção da América do Sul e Austrália.

Pilrito-das-praias

"O pilrito-das-praias ou maçarico-branco (Calidris alba) é uma pequena ave limícola pertencente à ordem Charadriiformes e à família Scolopacidae. É uma das aves mais características das praias portuguesas, podendo habitualmente ser visto em pequenos bandos a correr para trás e para a frente, junto à rebentação.

Ocorre em Portugal durante o Outono e o Inverno.
"

Lagoa do Fogo


Ilha Verde, upload feito originalmente por DjSousa.
"A Lagoa do Fogo é uma das maiores lagoas dos Açores e a segunda maior da Ilha de São Miguel, e é classificada desde 1974 como reserva natural.

Faz parte integrante da Rede Natura 2000, pelo facto de ter sido classificada como Sítios de Importância Comunitária. SIC (Açores), aprovado por Decisão da Comissão Europeia no dia 28 de Dezembro de 2001, nos termos da Directiva Habitats 92/43/CEE do Conselho. Esta lagoa de águas muito azuis ocupa uma área de 1 360 ha, que é bastante tendo em atenção as dimensões da própria ilha.

A lagoa do Fogo, ocupa a grande caldeira de vulcão adormecido do fogo. Este vulcão dá forma ao grande maciço vulcânico da Serra de Água de Pau, localizado no centro da Ilha de São Miguel. Todas esta zona é rodeado por uma densa e exuberante vegetação endémica.

Esta caldeira vulcânica, tal como o vulcão que lhe deu forma é a mais jovem da Ilha de São Miguel e ter-se-á formado há cerca de 15 000 anos. A sua configuração actual é resultado do último colapso, tido como importante e que ocorreu no topo do vulcão, há aproximadamente 5 mil anos. A última erupção data de 1563.

Esta lagoa, é também a mais alta da Ilha de São Miguel, facto que se deve a se encontrar no cimo de uma montanha cujo ponto mais alto se eleva a 949 metros. Localiza-se no topo do grande vulcão do Fogo, também conhecido como vulcão de Água de Pau. A caldeira tem forma de colapso tem forma elíptica e dimensões aproximadas de 3 x 2,5 km. As paredes desta caldeira chegam a atingir desníveis de 300 metros.
Lagoa do Fogo em dia de nevoeiro

A lagoa, devido a se encontrar no centro da cratera, localiza-se a uma cota bastante mais baixa, encontrando-se a 575 metros. A profundidade máxima atingida nesta lagoa são os 30 metros. Dentro de todo o perímetro da reserva natural, lagoa, cratera, e vertentes da mesma, destacam-se bastantes espécies de plantas endémicas dos Açores: é o caso do cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), o louro (Laurus azorica) e o sanguinho (Frangula azorica). Surgem ainda a malfurada (Hypericum foliosum), a urze (Erica azorica) e o trovisco-macho (Euphorbia Stygiana).

A principal fauna, aqui representada pelos pássaros de pequenas dimensões é muitas vezes acompanhada por aves de grande porte como as aves de rapina. Assim, surge nos ares da lagoa, além das aves caracteristicamente terrestres como o pombo-torcaz-dos-Açores (Columba palumbus azorica), o milhafre ou queimado (Buteo buteo rothschildi), a alvéola-cinzenta (Motocilla cinérea) e o melro-preto (Turdus merula azorensis), as aves marinhas como a gaivota (Larus cachinnans atlantis) e o garajau-comum (Sterna hirundo).
"